Página Inicial Data de criação : 09/02/21 Última actualização : 11/10/17 18:22 / 20 Artigos publicados

A importância do pai no pré-natal  Inserido Tuesday 24 February 2009 04:15

Hoje não se discute mais a participação do futuro pai no pré-natal da mulher grávida; aliás, diria que é imprescindível e necessário.

É recomendável sempre que possível, acariciar o abdômen da mulher, dizer palavras doces e meigas no sentido de procurar uma comunicação física com o feto que está sendo gerado, transmitindo todo o seu carinho e afeto para o filho que deverá chegar em breve.

Esteja convicto que o feto esta recebendo esta comunicação e emoção transmitida. A parede do abdômen e do útero não são obstáculos para este acesso, pois está provado que o feto percebe sons, temperatura, luz e movimentos que ocorrem na parte externa próxima à parede abdominal da grávida, portanto o diálogo da mãe ou do pai com o futuro bebê é totalmente viável.

Muitos maridos passam a tratar a mulher de maneira muito diferente da habitual, como se a esposa estivesse doente, cercando sua liberdade de movimentação ou expressão.

Recomendamos que o companheiro procure ser carinhoso, atencioso, e, principalmente, mostre atração física e psicológica pela mulher, que muitas vezes se sente fisicamente menos sensual pelo estado gestacional e mudanças de seu corpo. Portanto, carinho e atenção à mulher grávida nunca são demais.

A gestação é instável do início da gravidez até o quarto mês, quando a placenta passa a funcionar plenamente, substituindo o corpo amareIo na produção dos hormônios, e também as vilosidades coriônicas na alimentação do embrião. Até atingir esta fase, é maior a possibilidade de ocorrer o aborto e realmente ele ocorre em vinte por cento das primigestas (primeira gestação) isto significa que, de cada cinco gestantes, uma vem a apresentar aborto.

Nesta fase, devido ao risco maior de sangramento e aborto, a reIação sexual deverá ser delicada, sem grandes movimentos abrutalhados, e sem grandes acrobacias ou mudanças de posições ou, ainda, sem posições esdrúxulas.

A gestação é mais estável do quarto ao sétimo mês, desde que não haja placenta de implantação baixa ou placenta prévia; até o quinto mês, a posição poderá ser tipo "papai-mamãe" (o homem por cima da mulher deitada na horizontal, de barriga para cima). Do quinto mês em diante, a relação deverá ser de lado; isso é válido principalmente após o sétimo mês, devido ao risco de estimulação da contração uterina e, obviamente, de parto prematuro.

O casal deverá deitar-se de lado na cama, um em frente ao outro, em paralelo; assim, não haverá condições de um jogar o peso do corpo, cima do outro, e a penetração do pênis, sendo menos profunda, não permitirá que o membro bata no colo uterino, não estimulando, portanto, a contração uterina. A relação não deve, também, ser muito demorada ou prolongada, pois orgasmos repetidos também estimulam a contração. Além disso, a vagina, estando tumefeita e congesta devido ao aumento da circulação e a repleção venosa, está mais sujeita a irritação, infecção (corrimento) sangramento.

Com todo o cuidado, o casal poderá ter relações até o oitavo mês e meio ou, mesmo, nas proximidades do parto. Após o parto, deverão reiniciar as atividades sexuais após quarenta dias, quando o colo uterino se encontra fechado, o sangramento pós-parto já cessou e o útero já sofreu uma boa involução.

O marido deve ter muita paciência e ser participativo, pois metade do material genético é de sua responsabilidade. A mulher, quando fica grávida, sofre modificações muito grandes na sua estrutura física, mental, psicológica e social - fica mais insegura, mais agressiva, chora com facilidade e, muitas vezes, fica cheia de caprichos e desejos. É fácil entender estes mecanismos e atitudes, pois a mulher é semelhante a toda fêmea prenhe que quer defender a sua futura cria (ou, no caso dos ovíparos, o seu ovo). É como se o resto do universo fosse inimigo e hostil; a agressividade se volta inclusive contra o marido ou os familiares - portanto, é preciso que haja muita paciência, muito diálogo, muita atenção e muito carinho, para não se desestruturar a estabilidade já precária da gestante.

Toda vez que houver condições de o marido atender a um capricho da gestante, deverá fazê-lo, desde que não seja absurdo; neste caso, deverá dialogar com ela e mostrar a impossibilidade da execução do mesmo, e, não, recusar diretamente o pedido.

Também não deverá forçar a relação sexual, pois, na gestação, na grande maioria das vezes, existe uma diminuição da libido - nenhum animal prenhe aceita a cópula; o ser humano é o único que continua a atividade sexual em caso de gravidez. O marido deve ter cuidado para não forçar esta situação, pois daí poderá advir conseqüências graves no relacionamento do casal e a mulher poderá se sentir humilhada, ultrajada ou, mesmo, ter a sensação de ser estuprada. Deve-se procurar, sempre, respeitar este aspecto.

O companheiro deve, sempre, conversar a respeito da gravidez, saber como a gestante se sente, ouvir suas queixas, traçar planos futuros, estimulá-Ia a atividades saudáveis e criativas como leitura, exercícios, etc. Deve participar das massagens recomendadas para o corpo dela e, sempre que possível, em fase mais adiantada da gravidez, ajudá-Ia a se levantar ou fazer serviços para os quais ela se encontre impossibilitada, como carregar muito peso ou abaixar-se demais, poupando-lhe esforços que possam causar dor ou contração uterina.

Quando a gestante estiver sozinha, deverá, ao sair da cama, seguir a seqüência: virar de lado, colocar uma perna para fora da cama em seguida à outra e apoiar a suspensão do corpo, usando o braço de baixo.

É interessante o marido, sempre que possível, acompanhar o trabalho de parto da mulher e, também, estar presente por ocasião do nascimento do bebê, quer seja parto normal, quer seja cesárea, pois, assim, irá valorizar e enaltecer o desempenho e tudo o que a mulher passou no transcorrer da gravidez e da maternidade.

O marido deve, junto com todos os familiares, criar um ambiente calmo, alegre, receptivo e extremamente voltado a todo o apoio e segurança à grávida. Só assim ela terá uma gestação saudável sem percalços.

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Estrias na gravidez: como vencer essa guerra  Inserido Tuesday 24 February 2009 04:14

Chega a época da gravidez e eis que surgem vilões para atormentar a vida da mamãe: as estrias. São temidas pela grande maioria das futuras mamães e se instalam principalmente na região abdominal e dos seios.

O bom é saber que tem como reduzir ou até prevenir o aparecimento das estrias, desde que haja cuidados na pele antes, durante e depois da gestação.

As estrias, explica a fisioterapeuta Renata Silvestrin, são cicatrizes ocasionadas pelo rompimento das fibras elásticas e de colágeno geradas por estiramento excessivo ou rápido da pele e por mudanças hormonais que acontecem durante a gravidez.

Mulheres que tem mães ou avós com estrias ou que tiveram durante a gravidez estão mais propensas ao aparecimento dessas pequenas cicatrizes.

O estiramento excessivo ou rápido da pele pode ocorrer durante a gravidez com um grande aumento de peso e esse é o motivo principal do aparecimento das estrias, principalmente aliado com o fator hereditário.

"Com o rompimento das fibras, o sangue inunda a região, formando uma pequena cicatriz avermelhada e com o passar do tempo se tornam mais claras e mais difíceis de serem tratadas", conta Renata Silvestrin.

Cuide bem da pele e controle o peso - A pele tem que estar hidratada para que as fibras de colágeno e elastina agüentem a pressão que o crescimento da pele faz durante a gravidez, principalmente na região da barriga e seios. Produtos que contenham em sua fórmula uréia (máximo 3%), lactato de amônia, colágeno, elastina, vitamina E e óleos vegetais são recomendados antes da gravidez e durante a gravidez.

Mulheres com predisposição ao aparecimento das estrias podem diminuir o rompimento das fibras, mas dificilmente irá evitá-las totalmente. As que não têm esse histórico podem até se privar da convivência com essas cicatrizes.

Durante a gravidez, o ideal é engordar somente o recomendado, isto é, até 12 quilos durante os nove meses para evitar o excessivo estiramento da pele. O uso dos hidrantes deve continuar ou ser começado assim que souber da gravidez pelo menos duas vezes por dia, de manhã e à noite.

Cuidado ao utilizar o hidrante nos seios: a região dos mamilos deve ser evitada, pois estão se preparando para a amamentação e o uso do hidratante pode deixá-los com a pele mais fina e sensível podendo ser causa das rachaduras durante a sucção do bebê quando nascer.

"Nutrindo e hidratando a pele antes e depois da gravidez e não engordando demais durante a gestação são atitudes essenciais para alguns tratamentos em clínicas estéticas e dermatológicas pós-gravidez e até pós-amamentação que podem melhorar e muito o aspecto das estrias que aparecerem durante o período da gestação", informa a fisioterapeuta.

Os tratamentos devem ser indicados por profissionais especializados e a maior parte deles só poderá ser realizado após o período de amamentação. O objetivo é estimular a produção de novas fibras de colágeno e elastina na região das estrias deixando-as mais finas e menos aparentes.

Escolha boas roupas - As roupas íntimas devem ser confortáveis, ajudando na prevenção das estrias. Os sutiãs devem ser reforçados, suportando o crescimento e o peso que aumentam significativamente durante a gestação.

Dicas

Mesmo para passar na sua pele um hidratante que já conhece e já usou, a mamãe deve procurar o seu médico para saber se há alguma substância na sua fórmula que possa prejudicar o desenvolvimento da gravidez.

Não há milagre, não há cura. O bom é prevenir. Os tratamentos têm o objetivo de amenizar as cicatrizes.

Engordar demais durante a gravidez é prejudicial para a saúde da mulher, do bebê e para a aparência estética da mamãe, como o aparecimento das estrias.

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Papai e mamãe livres da rubéola  Inserido Tuesday 24 February 2009 04:12

Quando se fala em rubéola já se relaciona essa doença com mulheres e crianças. Ninguém põe o papai na história. Isso acontece basicamente por causa das campanhas de vacinação que até então tinham como público alvo as mulheres e as crianças. Hoje já é diferente.

O Ministério da Saúde promoveu campanha direcionada principalmente aos papais, pois 70% dos casos de vírus da rubéola em 2007 foram apresentados nos homens.

Esse número excessivo de homens infectados se deve também às campanhas de vacinação, que chamavam mulheres e crianças, deixando eles de lado.

Mas por que a importância de se vacinar homens também?

Simples. A rubéola tem como principal alvo as mamães grávidas (saiba por que mais abaixo no texto). Portanto, se o pai está infectado, o risco de ele transmitir a doença à mamãe é enorme.

Estatísticas apontam que do total de homens que contraíram o vírus, 50,5% dos casos ocorrem na faixa etária de 20 a 39 anos.

Como 70% dos casos de rubéola foram contraídos por homens, foram eles os principais transmissores da doença para as mamães grávidas, já que a transmissão da rubéola acontece por via direta, isto é, de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar, respirar ou tossir.

A partir dessa estatística alarmante, se verificou a necessidade de uma campanha voltada para homens e mulheres.

O que é rubéola? - A rubéola não é uma doença grave quando quem a contrai são homens, criança, além de mulheres que não estão grávidas.

Os sintomas do começo da doença se parecem com os da gripe, como mal-estar, dores musculares, indisposição, falta de apetite, dor de garganta, coriza e aumento de volume dos gânglios.

Após o surgimento desses sintomas, aparece uma vermelhidão no rosto, atrás das orelhas e no couro cabeludo, alastrando-se para todo o corpo. Depois de alguns dias, ocorre a descamação e conseqüentemente a melhora do quadro.

O perigo da rubéola é na gravidez - O problema acontece quando a pessoa que contrai a rubéola é uma mulher grávida, principalmente se a futura mamãe estiver no primeiro trimestre da gestação.

O bebê que está no ventre da mamãe pode nascer com malformação congênita. Se a mamãe estiver no primeiro mês de gestação, o risco de malformação é de 50%, e no segundo, 30%. A infecção fetal é chamada de Síndrome da Rubéola Congênita (SRC).

A rubéola congênita pode provocar um parto prematuro ou mesmo um aborto. Já o bebê pode ter um retardo do crescimento intra-uterino, nascer com surdez, microftalmia, catarata e retinopatia, cardiopatia, fissura orofacial, microcefalia e retardo mental.

A informação do Ministério da Saúde foi que houve em 2007 mais de 8.407 casos de rubéola, sendo 161 em mulheres grávidas, resultando em 20 casos de crianças com a SRC.

Futuros papais e mamães, as unidades Básicas de Saúde estarão sempre de portas abertas para que homens e mulheres que queiram se prevenir. O bebê agradece.

Dicas

Não devem receber a vacina contra a rubéola mulheres grávidas, pessoas que já tiveram reação alérgica grave à vacina, indivíduos com imunodeficiências congênitas ou adquiridas, pacientes que estão com a imunidade baixa, pessoas em tratamento quimioterápico e transplantados de medula óssea, cuja cirurgia tenha sido feita há menos de dois anos.

Mulheres que recebem a vacina não devem engravidar nos três meses posteriores a vacinação.

Informação para os marmanjos com medo de injeção: a vacina é feita com injeção com agulha bem fininha, injetada no braço e não dói nada.

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Adoçante na gravidez: maneirar é bom  Inserido Tuesday 24 February 2009 04:10

Ainda há controvérsias sobre o uso de adoçantes pelas mulheres no período da gravidez. As dúvidas existem por não haver muitos estudos científicos que comprovem ou não os prejuízos ao bebê caso a mamãe consuma adoçantes enquanto grávida.

Os adoçantes são produtos naturais ou artificiais que substituem o açúcar oferecendo menos calorias com um sabor doce, por isso engordam menos que o açúcar. São compostos por substâncias edulcorantes, isto é, substâncias que são extremamente doces mesmo em pequenas porções.

Alguns estudos realizados com a sacarina e ciclamato, substâncias presentes em alguns adoçantes e alimentos dietéticos, são carcinogênicas (que podem dar câncer).

No experimento, ratos consumiram essas substâncias em grande quantidade, potencializando o risco. Sabe-se que essas substâncias atravessam a barreira placentária, mas como os estudos com a sacarina e ciclamato e os prejuízos ao feto humano ainda são insuficientes para qualquer conclusão, o melhor é evitá-los durante a gestação.

Já o aspartame, outra substância bastante encontrada nos adoçantes e produtos diet atuais, contém fenilalanina, contra-indicado para pacientes portadores da fenilcetonúria (mal congênito e raro que se caracteriza pela ausência de uma enzima que faz o metabolismo da fenilalanina e que é diagnosticado no teste do pezinho).

Com moderação - Estudos dizem que para provocar danos neurológicos no feto a gestante teria de consumir altas doses do aspartame, como oito latas de refrigerante a cada oito minutos.

A Associação Americana Dietética diz que o consumo de aspartame durante a gravidez é garantido, mas as recomendações médicas ainda são de evitar essa substância durante os nove meses.

A frutose e stévia são adoçantes naturais, extraído das frutas e de uma planta respectivamente. Apesar de naturais, também não há estudos que possam comprovar que são seguros para que se consuma durante o período gestacional.

O ideal é que a futura mamãe estabeleça para sua gravidez um período de alimentação equilibrada e de exercícios para não ganhar uns quilinhos a mais. Já as mamães que estão acima do peso, a gravidez não é hora mais adequada de engatar dietas mirabolantes. Alimentação adequada combinada com exercícios são suficientes para que assegure a sua saúde e do bebê.

Diabetes - A única recomendação é para as futuras mamães que são diabéticas. Há a necessidade do corte do açúcar e por vezes o consumo de adoçantes. O objetivo neste caso é evitar um alto consumo enquanto o bebê estiver se desenvolvendo dentro da sua barriga.

 

Dicas

Estabeleça com o seu médico a quantidade de adoçante que seja ou não adequado para o período da gravidez.

Se puder, troque o uso de produtos diet por alimentos saudáveis como frutas, verduras e legumes.

Com uma alimentação balanceada e prática de exercícios adequados para as gestantes, nenhuma mulher gestante, a não ser as diabéticas, necessitam do uso de adoçantes, mesmo os naturais.

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Pernas e pés inchados: como a grávida pode enfrentar confortavelmente o verão?  Inserido Tuesday 24 February 2009 04:07

Apesar de se intensificar durante o verão, o inchaço ou edema pode afetar as grávidas durante toda a gestação.

Durante o verão é muito comum que as reclamações das gestantes sobre pernas e pés inchados aumentem. Algumas relatam que não conseguem calçar os sapatos de tão inchados que estão os pés... “A explicação para o inchaço e as reclamações relaciona-se com o clima. Os dias quentes provocam uma dilatação maior dos vasos sanguíneos. Com isso, o sangue passa a circular mais devagar, fazendo com que o corpo retenha mais líquidos do que nos outros dias", diz o ginecologista e obstetra, Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Genesis.

Apesar de se intensificar durante o verão, o inchaço ou edema pode afetar as grávidas durante toda a gestação. Cerca de 75% das futuras mamães passam por esse problema, principalmente a partir do quinto mês. “Os membros inferiores são as regiões do corpo que mais tendem a sofrer com o incômodo. É o chamado edema gravitacional, quando a água se acumula conforme as leis da gravidade. Esse aumento ocorre progressivamente ao longo do dia, intensificando-se no final da tarde e no começo da noite", explica o médico. Há outros locais do corpo que também podem apresentar inchaço: mãos, rosto e nariz.

 

Por que o inchaço ocorre?

Há várias causas para a retenção de líquidos. “Uma delas é a própria mudança hormonal do período. Durante a gestação, a mulher produz muita progesterona. Também há mulheres que possuem o sistema linfático mais lento, tendo dificuldade de drenar o líquido que se acumula pelo corpo”, diz o diretor da Clínica Genesis.

Além disso, a partir do quinto mês da gestação, o tamanho do útero dificulta o fluxo venoso dos membros inferiores para a circulação central. “Assim, o sangue que está nos pés e nas pernas encontra resistência para retornar ao coração devido à compressão do útero sobre os vasos da região pélvica”, explica o ginecologista Aléssio Calil Mathias.

 

O que pode ser feito para amenizar o inchaço?

1) Cuide da sua alimentação

“Use pouco sal para temperar os alimentos. Ele é um dos maiores culpados pelo inchaço na gravidez. A gestante precisa ficar atenta também ao consumo de alimentos ricos em sódio que colaboram para agravar o problema, dentre estes, destacamos os embutidos - salame, lingüiça, salsicha - , sanduíches de fast food e os temperos prontos. Orientamos também a futura mamãe a beber muita água e a priorizar legumes e verduras nas refeições”, diz a endocrinologista da Clínica Genesis, Silvia Mizue Hashimoto Toledo.

2) Exercite-se

“Exercícios físicos ajudam a reduzir o inchaço. As atividades mais recomendadas são aquelas feitas na água, como hidroginástica e natação. A água exerce pressão no espaço extra-vascular, favorecendo a entrada de líquidos nos vasos sanguíneos e linfáticos, melhorando a circulação", explica a fisioterapeuta da Clínica Genesis, Carolina Aliano. Antes de começar os exercícios, a gestante deve conversar com o médico que acompanha o seu pré-natal para saber se está apta a realizar atividades físicas.

3) Use meias elásticas

"Muitas gestantes dizem que as meias incomodam, esquentam e a maioria acaba deixando-as de lado, mas as meias elásticas de compressão específica são muito importantes. O objetivo é pressionar as paredes das veias periféricas, não permitindo o extravasamento de líquido para o meio extravascular, diminuindo o acúmulo de água nas pernas e pés. O uso das meias deve ser diário, desde o início da gravidez até o período pós parto", afirma o angiologista e cirurgião vascular da Clínica Genesis, Henrique Lamego Jr.

4) Use cremes apropriados

Há uma série de cremes que prometem aliviar o inchaço. “É preciso ter cuidado na hora da escolha do produto. Produtos com cânfora em sua composição não devem ser utilizados pelas gestantes devido à toxidade que a substância apresenta para o feto. Um dermatologista pode indicar os cremes mais apropriados para cada gestante”, afirma a dermatologista da Genesis, Luciana Cattini.

5) Pernas para cima

"Esta é a solução mais antiga e prática para o problema. No fim do dia é recomendável que a gestante coloque as pernas para o alto, com o objetivo de facilitar o retorno do sangue das pernas para o coração. Se estiver no trabalho, ela pode colocar as pernas numa cadeira ou qualquer apoio, mantendo os pés ao mesmo nível do quadril. Em casa, a grávida pode deitar e acomodar as pernas em dois ou três travesseiros, para elevar os pés", explica Henrique Lamego Jr.

6) Drenagem linfática

A massagem é uma aliada importante da gestante. “Quando aplicada de maneira correta, ajuda a melhorar a circulação sanguínea e a diminuir o inchaço. Mas, antes de iniciar as sessões de massagem, é preciso certificar-se que o profissional é especializado no atendimento à grávidas”, aconselha Carolina Aliano. A drenagem linfática apresenta restrições durante a gravidez: “a região abdominal não deve ser massageada, os movimentos devem se concentrar nos braços, pernas, costas e glúteos. As sessões só devem iniciar após o terceiro mês de gestação”, explica a fisioterapeuta.

 

Sintomas de outros problemas

Apesar de ser comum durante a gestação, o inchaço associado a outros sintomas deve ser visto com atenção pelo ginecologista, pois pode indicar complicações. “Um dos mais importantes é o aumento da pressão arterial ou perda de proteínas pela urina. Neste caso, os sintomas podem indicar uma pré-eclâmpsia, doença específica da gravidez que provoca parto prematuro e traz riscos para a mãe e o bebê”, afirma o ginecologista Aléssio Calil Mathias.

A pré-eclâmpsia provoca inchaço abrupto e aumento do peso corporal pelo excesso de água retida. O inchaço acomete todo o organismo, sendo evidente nas pálpebras e nas mãos, impedindo o uso de alianças, por exemplo. “Por isso, quem já apresentou problemas de hipertensão antes da gravidez ou está apresentando os sintomas do problema deve procurar imediatamente o médico. Quanto antes diagnosticada, maiores as chances da gestação seguir normalmente e sem riscos”.

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